quinta-feira, 23 de junho de 2011

O mito da cara metade

 Estava lendo a revista "Caras", por incrível que pareça tem coisas utéis nessa revista, quando me deparei com a coluna de um psicologo onde ele comentava a respeito das diferenças e como lidar com elas dentro de relacionamento, quando em certa altura da leitura ele citou o mito da cara metade que esta no livro " O banquete" de Platão, ahei tão interessante que posto para vocês!
Vale a pena a leitura, mas sou suspeita para falar porque adoroooooooooo mitos!!!!

No início, a raça dos homens não era como hoje. Era diferente. Não havia dois sexos, mas três: homem, mulher e a união dos dois. E esses seres tinham um nome que expressava bem essa sua natureza e hoje perdeu seu significado: Andrógino. Além disso, essa criatura primordial era redonda: suas costas e seus lados formavam um círculo e ela possuía quatro mãos, quatro pés e uma cabeça com duas faces exatamente iguais, cada uma olhando numa direção, pousada num pescoço redondo. A criatura podia andar ereta, como os seres humanos fazem, para frente e para trás. Mas podia também rolar e rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, veloz como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua.

Sua força era extraordinária e seu poder, imenso. E isso tornou-os ambiciosos. E quiseram desafiar os deuses. Foram eles que ousaram escalar o Olimpo, a montanha onde vivem os imortais. O que deviam fazer os deuses reunidos no conselho celeste? Aniquilar as criaturas? Mas como ficar sem os sacrifícios, as homenagens, a adoração? Por outro lado, tal insolência era perfeitamente intolerável. Então...

O Grande Zeus rugiu: Deixem que vivam. Tenho um plano para deixá-los mais humildes e diminuir seu orgulho. Vou cortá-los ao meio e fazê-los andar sobre duas pernas. Isso com certeza irá diminuir sua força, além de ter a vantagem de aumentar seu número, o que é bom para nós. E mal tinha falado, começou a partir as criaturas em dois, como uma maçã. E, à medida em que os cortava, Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.

E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando...

Zeus ficou com pena das criaturas. E teve outra idéia. Virou as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente. Antes, eles copulavam com a terra. De agora em diante, se reproduziriam um homem numa mulher. Num abraço. Assim a raça não morreria e eles descansariam. Poderiam até mesmo continuar tocando o negócio da vida. Com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem.

 Achei essa reportagem interessante, falando sobre o amor, buscar entendê-lo, compreendê-lo é uma busca incessante. Não custa nada a leitura, fica a dica: 

http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/06/23/por-que-elas-criam-expectativas-e-eles-somem-veja-erros-comuns-e-saiba-como-driba-los.htm
Para hoje fica a sugestão: Los Hermanos FOREVERRRR, músicas para pensar e relembrar momentos bons

O Pouco Que Sobrou - Los Hermanos

Composição: Marcelo Camelo 

 Eu cansei de ser assim

Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou

domingo, 19 de junho de 2011

Eu quis te conhecer.....


Essa semana assisti um curta " Eu não quero voltar sozinho" que é lindo! A trilha sonora traz Marcelo Camelo e Mallu Magalhães "janta" dando uma suavidade ao tema homossexualidade que não tem como não pensar... acho que o objetivo do curta foi alcançado: fazer os jovens pensarem o tema com mais respeito.
Mas o que fica na memória é mesmo a trilha sonora ... a trilha sonora e o curta se encontraram e foi amor a primeira vista.

"Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir
caberá ao nosso amor o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente pra sentir saudade"
Dá uma nostalgia nessa que vos escreve..... posso por instantes querer ser o Adam Sandler no filme click? E fazer a vida correr para o futuro?? Quem sabe essa sensação não passa....